A China não cedeu a apelos internacionais e não vai liberar ganhador do Nobel da Paz. É a primeira vez em 74 anos que um premiado ou familiares não vão à cerimônia de entrega. Comitê diz que Pequim deveria rever posição.
O clima para a entrega do Prêmio Nobel edição 2010 não é o dos mais harmônicos. Desde que o ganhador do Nobel da Paz foi anunciado, o mal-estar entre China e Noruega, país que sedia o comitê que nomeia os ganhadores, aumentou à medida que a cerimônia se aproximava.
A cadeira destinada a Liu Xiaobo, dissidente chinês escolhido ganhador do Nobel da Paz, ficará vazia ao longo da premiação, marcada para esta sexta-feira (10/12).
Durante uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira, o chefe do comitê, Thorbjoern Jagland, reforçou que a escolha de Xiaobo não é uma tentativa de impor os valores do Ocidente à China.
"Isto não é um protesto. Isto é um sinal à China de que seria muito importante para o futuro do país combinar desenvolvimento econômico com reformas políticas e apoio aos que lutam por direitos humanos básicos na China", argumentou Jagland.
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Liu Xiaobo e sua esposa, Liu Xia |
Na véspera da cerimônia, o governo chinês avisou que não cederá à pressão internacional para libertar Liu Xiaobo e sua esposa, Liu Xia, que está em prisão domiciliar.
Da Deutsche Welle.