As autoridades militares de Mianmar libertaram a líder e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi da prisão domiciliar na manhã deste sábado.
Assim que barricadas cercando sua casa em Yangun, a maior cidade do país, foram removidas, a ativista apareceu diante de cerca de 3 mil partidários, que se aglomeravam no local.
Segundo o correspondente da BBC em Bangcoc Alastair Leithead, ao cumprimentar a multidão, Suu Kyi recebeu de simpatizantes uma flor que foi colocada em seu cabelo - sua marca registrada.
![]() |
Partidários de Suu Kyi comemoram sua libertação da prisão domiciliar |
Ela disse que os birmaneses precisarão trabalhar juntos para alcançar suas metas.
"Temos muito o que fazer", disse Suu Kyi, que fará novo pronunciamento no próximo domingo.
Fontes em Mianmar informam também que a Nobel da Paz já falou com seu filho mais novo, que vive na Tailândia, pelo telefone. Ele ainda não conseguiu um visto para voltar ao país.
Neste sábado, terminou a pena mais recente de Suu Kyi, de 18 meses. Nos últimos 21 anos, ela permaneceu presa por um total de 15.
Horas antes, seu advogado Nyan Win disse que ela não aceitaria ser libertada caso fosse proibida de exercer atividades políticas.
A junta militar que governa o país restringiu suas viagens e sua liberdade de associação durante breves períodos de liberdade anteriores, e exigiu que ela deixasse a política.
Suu Kyi, de 65 anos, deveria ter sido libertada em 2009, mas uma nova condenação de 18 meses foi anunciada após o caso de um americano que atravessou a nado o lago Inya até sua casa dizendo que iria salvá-la.
Da BBC.