O relatório de uma investigação sobre o caso, obtido pela BBC, descrevia a clínica de Kermit Gosnell, que se chamava "Sociedade Médica de Mulheres", como um "cemitério de bebês".
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O médico também foi acusado de matar Mongar (esq.) |
Gosnell, um clínico geral sem título de obstetra, teria empregado funcionários sem treinamento e sem licença, incluindo uma adolescente. Eles realizavam abortos e administravam e receitavam drogas perigosas.
O documento diz ainda que o equipamento médico estava ultrapassado, sem funcionar ou em péssimas condições, instrumentos não eram esterilizados de forma adequada, que a clínica tinha mobília e lençóis manchados de sangue e que itens médicos descartáveis era usado mais de uma vez.
Segundo o relatório, restos de 45 fetos foram encontrados em sacolas, garrafas de água e leite, geladeiras e freezers na clínica.
Overdose
A promotoria do caso diz que o médico ganhou milhões de dólares tratando e até mutilando mulheres, em sua maioria imigrantes pobres e de minorias.
Em uma declaração, o promotor público Seth Williams disse que o Gosnell “forçava o nascimento de bebês viáveis no sexto, sétimo, oitavo mês de gestação e então matava os bebês cortando a parte de trás dos pescoços com tesouras, cortando sua medula”.
O advogado William Brennan, que representou o Gosnell durante a investigação, disse somente que as alegações são "obviamente muito, muito sérias".
Da BBC.