
O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) chamou a proposta de “delirante”.
Guido Mantega (Fazenda) disse que não há no Orçamento de 2011 verba para o mimo, cujo custo o governo estimou em R$ 6,3 bilhões anuais.
Patrono do projeto, o STF está pelas tampas com o governo. Só uma coisa irrita mais o tribunal do que a algavaria de Bernardo e Mantega: o silêncio de Lula.
Em privado, o presidente do Supremo, Cezar Peluso, recorda uma conversa que teve com Lula.
Peluso sustenta que Lula comprometeu-se a abrir negociação com o STF tão logo passasse a eleição presidencial.
O mandachuva do Supremo invoca o testemunho de Ricardo Lewandowski, seu colega de STF e presidente do TSE.
O diabo é que as urnas foram abertas faz 29 dias, a candidata oficial prevaleceu e Lula se finge de morto.
O Supremo admite parcelar o reajuste, distribuindo-o ao longo dos próximos anos. Só não se conforma com a desconversa.
Peluso rumina a expectativa de que, antes do Natal, Lula o chame para uma conversa. Por sorte, os ministros do STF trabalham sentados em confortáveis poltronas.
Palavras como as que Lula disse a Peluso e Lewandowski antes da eleição não custam nada. Podem ser distribuídas com a largueza das promessas vãs.